União assina acordo para pagamento de dívida com a companhia de energia elétrica

União assina acordo para pagamento de dívida com a companhia de energia elétrica do RS.
Quinta-feira, 26 de janeiro de 2012 às 17:28 (Última atualização: 26/01/2012 às 18:46:37)

O governo federal e a Companhia Estadual de Energia Elétrica do Rio Grande do Sul (CEEE) assinaram hoje (26) um acordo que encerra disputa judicial envolvendo uma antiga dívida da União com a empresa estadual. O acordo estabelece o pagamento de R$ 2,3 bilhões a CEEE em três parcelas. Outros R$ 700 milhões serão usados para abater dívidas da companhia com órgãos federais, como a Receita Federal, o Tesouro Nacional, a Aneel e a Eletrobrás.

“Eu considero que esse é um momento de justiça. É justo o que se paga ao Rio Grande do Sul por conta de um processo em que ele foi perdedor. Nós estamos participando de um momento muito importante que é esse de se fazer justiça”, disse a presidenta na cerimônia de assinatura do acordo no Palácio Piratini.



Indecisão sobre deficit nos EUA eleva nervosismo em mercados globais


Alessandra Corrêa Da BBC Brasil em Washington
Atualizado em 21 de novembro, 2011 - 17:16
(Brasília) 19:16 GMT

Obama conversa com membros da 'supercomissão' bipartidária, nesta segunda-feira (Reuters)

Democratas e republicanos (na foto, falando com Obama) não conseguem acordo sobre cortes

A chamada "supercomissão" do Congresso americano, que tinha como objetivo fechar um acordo para cortar US$ 1,2 trilhão (cerca de R$ 2,1 trilhões) no Orçamento em um prazo de dez anos, fracassou em suas negociações e aumentou o nervosismo nos mercados globais, já assustados com a crise na Europa.

Criada em agosto, em meio ao acordo de última hora que permitiu elevar o teto da dívida pública americana, a supercomissão é formada por seis democratas e seis republicanos e tem prazo até quarta-feira para apresentar uma proposta.

Para que esse prazo fosse cumprido, porém, seria necessária a apresentação de uma proposta ainda nesta segunda-feira, para que fosse submetida ao escritório de Orçamento do Congresso 48 horas antes da data final.

No entanto, nos últimos dias já ficou claro que o grupo não vai conseguir chegar a um consenso, e membros dos dois partidos vêm trocando publicamente acusações sobre os motivos do fracasso.

As divergências são as mesmas já manifestadas em outras negociações no Congresso: de um lado, os republicanos se recusam a aumentar impostos; de outro, os democratas não aceitam determinados cortes em programas sociais.

Com o fracasso da supercomissão, crescem os temores de que agências de classificação de risco reduzam a nota dos Estados Unidos, a exemplo do que a Standard & Poor’s fez em agosto, quando um outro impasse no Congresso – desta vez para negociar a elevação do teto da dívida – quase levou o país ao calote.

Também aumentam as dúvidas sobre a saúde da economia americana, que, em meio ao impasse político, enfrenta níveis baixos de crescimento, altas taxas de desemprego, e uma dívida que não para de crescer e já chega a US$ 15 trilhões (cerca de R$ 27 trilhões).

As dúvidas se refletiram nos mercados financeiros nesta segunda-feira. Wall Street operava em queda, com os problemas nos Estados Unidos somados à crise na Europa. A Bovespa também operava em queda de – 1,57% por volta das 16h (horário de Brasília).

Divergências

Um dos principais pontos de divergência quanto ao deficit dos EUA é a manutenção de um plano de isenção fiscal para milionários, implementado ainda no governo de George W. Bush.

Os democratas e o presidente Barack Obama insistem em encerrar o programa, enquanto os republicanos pretendem renová-lo.

A falta de consenso na supercomissão significa que os US$ 1,2 trilhão serão cortados automaticamente a partir do início de 2013, metade na área de Defesa e metade em programas domésticos.

Segundo alguns analistas, esse prazo daria tempo para que os congressistas chegassem a uma solução antes de que os cortes fossem realmente implementados. Também explicaria a falta de mais empenho por parte dos membros da supercomissão em chegar a um acordo.

No entanto, um novo fracasso fruto da divisão política nos Estados Unidos pode prejudicar ainda mais a imagem do país no Exterior e aumentar a frustração dos americanos com o governo e o Congresso.



Europa à espera de ajuda - Enviado especial da BBC Brasil a Cannes.

Rogerio Wasserman Enviado especial da BBC Brasil a Cannes
Atualizado em 1 de novembro, 2011 - 16:14
(Brasília) 18:14 GMT

Dilma desembarca em Cannes/PR

Dilma desembarca em Nice, no litoral da França, antes de seguir para Cannes

A presidente Dilma Rousseff chegou na tarde desta terça-feira a Cannes, na França, onde participa, na quinta e na sexta-feira, da reunião anual de cúpula do G20, o grupo que reúne as principais economias do mundo.

A expectativa é a de que a agenda da reunião seja dominada pelas discussões a respeito da crise das dívidas nos países da zona do euro.

O Brasil, que na reunião de cúpula do ano passado, em Seul, na Coreia do Sul, havia levantado a questão da chamada "guerra cambial", que se tornou o ponto central daquela reunião, chega desta a vez a Cannes na posição de um dos "objetos do desejo" dos países europeus.

Os países europeus desejam que os grandes países emergentes, como a China e, em menor extensão, o Brasil, se comprometam com uma ajuda aos países europeus que enfrentam dificuldades para rolar suas dívidas.

O principal meio de ajuda seria pela compra de títulos do Fundo Europeu de Estabilização Financeira, criado para ajudar os países da região em dificuldades e cuja expansão foi anunciada após um encontro de líderes europeus na semana passada.

Apesar disso, fontes dos governos dos países do grupo Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) já afirmaram que estão dispostos a ajudar, mas que preferem que o caminho para essa ajuda seja através do FMI (Fundo Monetário Internacional).

Investimento e emprego

G20 em Cannes/Reuters

'Novo Mundo, Novas Ideias' diz logo do G20 em Cannes, onde Europa espera auxílio de emergentes

Na segunda-feira, antes de embarcar para a França, Dilma afirmou em um discurso para empresários, em São Paulo, que a posição que o Brasil levará à reunião é a de que "o G20 deve agir, propondo medidas financeiras emergenciais e também um plano de sustentação do investimento e do emprego".

No início do mês, durante a cúpula União Europeia-Brasil, em Bruxelas, Dilma já havia defendido posição parecida, afirmando que "a história mostra que só seremos capazes de sair da crise com medidas de estímulo ao crescimento econômico somadas a políticas de estabilidade macroeconômicas, assim como políticas sociais, de criação de empregos e de crescimento".

Dilma chegou à França acompanhada do ministro da Fazenda, Guido Mantega, do chanceler Antonio Patriota e da secretária de Comunicação Social, Helena Chagas.

A agenda oficial da presidente em Cannes tem início somente nesta quarta-feira, quando ela deve manter encontros bilaterais com outros chefes de Estado também presentes na cúpula.

Existe a possibilidade ainda de uma reunião, não confirmada, entre os líderes dos Brics para a discussão de uma agenda comum durante a cúpula, a partir de quinta-feira.