Brasil mantém 2ª maior expectativa de empregos em pesquisa global.


Atualizado em 9 de março, 2010 - 16:25 (Brasília) 19:25 GMT

Brasil mantém 2ª maior expectativa de empregos em pesquisa global

Uma pesquisa feita pela empresa americana de recursos humanos Manpower colocou o Brasil como sendo o país com a segunda maior expectativa de criação de empregos para o segundo trimestre de 2010 entre os 36 países e territórios analisados.

Com isso, a posição brasileira na pesquisa feita trimestralmente pela empresa se manteve inalterada pelo terceiro trimestre consecutivo. Apenas a Índia apresenta uma expectativa maior de contratações nesse período.

No levantamento, a Manpower usa o índice de Expectativa Líquida de Emprego, que é a diferença entre as porcentagens relativas à expectativa de criação e de redução do número de vagas de trabalho.

Entre os quase mil empregadores brasileiros entrevistados, 43% acreditam que contratarão mais e 5% disseram esperar reduzir sua mão-de-obra no segundo trimestre de 2010.

Dessa forma, a Expectativa Líquida de Emprego no Brasil é de 38%, sete pontos a mais do que os números registrados no último trimestre.

Setores

Os setores que mais esperam contratar são os de Finanças/Seguros e o Imobiliário, com índice de 49% e aumento de seis pontos em relação ao primeiro trimestre.

Educação e Adminstração Pública apresentam índice de 48%, contra apenas 19% do período anterior.

Os índices nos outros setores pesquisados são: Construção (45%, mesmo número que no primeiro trimestre), Serviços (44% contra 40%), Indústria (36% contra 22%), Comércio (34% contra 31%), Transportes e Serviços Públicos (33% contra 31%) e Agricultura, Pesca e Mineração (23% contra 13%).

Atrás do Brasil, o país americano com o melhor resultado foi a Costa Rica, com índice de 23%, seguido da Argentina com 18%. Com resultado de 5% a expectativa dos Estados Unidos manteve-se estável, porém melhor do que a do mesmo período de 2009.

A pesquisa da Manpower aponta que dos 36 países e territórios pesquisados, 27 esperam contratar mais do que demitir no próximo trimestre.

A Manpower Employment Outlook Survey é feita a cada três meses há mais de 47 anos, inicialmente nos Estados Unidos e posteriormente englobando outros países. O estudo começou a incluir o Brasil em 2009.



Meirelles diz que economia 'não precisa mais de estímulos anticrise'


Atualizado em 29 de janeiro, 2010 - 18:11 (Brasília) 20:11 GMT

Meirelles diz que economia 'não precisa mais de estímulos anticrise'

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, disse nesta sexta-feira em Davos, na Suíça, que a economia brasileira superou a crise econômica e não precisa mais de “estímulos” para combater a desaceleração.

Ecoando as palavras do ministro da Fazenda, Guido Mantega, que disse em Zurique que “a economia não precisa mais da ajuda do Estado”, o presidente do BC disse que o país teve uma típica crise em formato de “V”: “curta, mas de grande intensidade”.

“Hoje a economia brasileira volta à normalidade e não é necessário mais estímulos anticrise”, disse Meirelles.

O discurso afinado da equipe econômica, que veio à Suíça para participar do Fórum Econômico Mundial, em Davos, é revelado no momento em que outros países discutem “estratégias de saída” da crise, no sentido de desvencilhar o Estado da vida econômica, pelo menos nos níveis em que se viu obrigado a se meter para salvar as empresas.

Mas, ressaltam os porta-vozes da economia brasileira, esse não é um problema do país, onde o que requer atenção é a possibilidade de superaquecimento.

Sobre esse tema, Mantega disse que não vê formação de nenhuma “bolha”. Citou como exemplo a indústria, que deve encerrar o ano com queda de 5%, recuperando-se de uma retração de 20% no primeiro trimestre do ano, mas ainda com capacidade ociosa e necessidade de absorção de mão-de-obra para crescer em 2010.

Henrique Meirelles, cujas reações são minuciosamente estudadas pelo mercado para interpretar movimentos na taxa de juros, disse que “não está clara a necessidade de freio” na economia. “O que está clara é a necessidade de desacelerar.”

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Investimentos e consumo

O chefe da autoridade monetária disse que neste ano os investimentos devem superar o consumo interno como motor da economia, para gerar um crescimento de 5,8%.

“O crescimento do ano de 2009 foi liderado fortemente pelo consumo. (Em 2010) o consumo doméstico vai continuar forte, mas a liderança passa para o investimento, que vai crescer a dois dígitos esse ano”, avaliou.

Em relação à questão fiscal, ele estima que o país mantenha neste ano o superávit primário de 3,3% e perceba uma queda na relação dívida/PIB.

“Continuando-se esse processo no próximo governo, o saldo primário sendo mantido para 2011, nós teremos a dívida pública caindo para os níveis pré-crise no final de 2011”, afirmou.

Antes da crise, esta relação oscilava entre 40% e 41% do PIB – hoje, está em pouco mais de 43%.

Por essas razões, nem o ministro nem o presidente do BC vêem necessidade de prosseguir com os estímulos para evitar a crise.

Como ações concretas, Guido Mantega mencionou explicitamente o fim do IPI (imposto sobre produtos industrializados) reduzido para os eletrodomésticos de linha branca e o setor automotivo, que já estão na fase final do seu cronograma.

Além desses, Meirelles afirmou que o BC vem reduzindo os chamados empréstimos de reservas e o direcionamento do dinheiro dos compulsórios para setores da economia.

Estabilidade

O que não quer dizer que a economia não precise da ação do Estado. Durante toda sua entrevista, na quinta-feira, Mantega disse e repetiu que a única razão para suspender os estímulos agora é que a estratégia de intervenção do Estado foi bem-sucedida.

Em uma simples analogia médica, se a economia fosse um corpo convalescente, Mantega e Meirelles estariam indicando que é hora de suspender a medicação e se preocupar mais com o “bem-estar geral” do paciente.

Para Meirelles, uma questão central nessa discussão é a manutenção do equilíbrio macroeconômico. “Durante muitas décadas, ou uma década e meia, o Brasil tentou crescer mais criando desequilibrios macroeconomicos. E o Brasil aprendeu que criar desequilíbrios macroeconômicos não é a maneira de crescer mais rápido”, disse.

“A estabilização da economia, disciplina fiscal, inflação baixa, acúmulo de reservas, tudo isso dá a estabilidade necessária para que se ampliem os horizontes de planejamento e se aumente o investimento nacional e estrangeiro, e o país possa crescer e criar empregos, manter o poder de compra do trabalhador assalariado, do profissional liberal e daquele beneficiário dos programas sociais. Isto é inquestionável.”

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Para ele, o sucesso dessa lógica e, mais que isso, dessa prática econômica no Brasil teria como reflexo uma maior estabilização no campo político, já que nenhum novo governo estaria disposto a – novamente nas palavras do ministro Mantega – “jogar fora uma estratégia de sucesso”.

“Hoje, uma boa parte da aprovação do governo se dá em função do aumento na renda, da preservação do poder de compra em função da inflação baixa, do aumento da classe média, da criação de empregos formais”, disse Meirelles, ecoando o ministro.

“Então existe muito pouco espaço político para uma mudança drástica de política econômica, seja lá qual for o candidato. Hoje, ao crontrário do passado, não existe mais esse dilema entre estabilidade e crescimento. Hoje em dia, temos crescimento com estabilidade.”

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'FT' prevê Brasil campeão da Copa e Dilma eleita em 2010


Atualizado em 31 de dezembro, 2009 - 08:00 (Brasília) 10:00 GMT

'FT' prevê Brasil campeão da Copa e Dilma eleita em 2010

Um painel de jornalistas do diário britânico Financial Times escolhido para fazer previsões sobre 2010 vê o Brasil como favorito para vencer a Copa do Mundo de futebol, na África do Sul, e a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, favorita nas eleições presidenciais brasileiras.

Diante da pergunta “Como será a vida após Lula?”, o correspondente do diário no Brasil, Jonathan Wheatley, observa que, apesar do perfil parecido dos dois principais candidatos à Presidência, José Serra e Dilma Rousseff, de tecnocratas com pouco carisma, a escolha terá um grande impacto sobre o futuro do país.

“Muitos acreditam que o país está num caminho seguro para se tornar a quinta economia do mundo até 2020. Mas o Brasil ainda precisa de reformas voltadas para o mercado nos setores tributário, de pensões e na educação. A escolha do próximo presidente importa bastante”, diz Weathley.

Para o correspondente, Serra e Dilma são diferentes. “Serra acredita em um governo eficiente. Rousseff, aparentemente, acredita em um governo forte”, diz seu texto.

“Minha previsão é de que Rousseff vencerá – e de que o ciclo de crescimento do Brasil vai perder gás em três ou quatro anos”, conclui o jornalista.

Copa do Mundo

Em outro item, o diário questiona: “Quem ganhará a Copa do Mundo de futebol na África do Sul?”

O colunista de esportes do jornal Simon Kuper diz que “há um padrão no resultado das Copas do Mundo, razão pela qual o mais provável ganhador da próxima será o Brasil”.

“Quando a Copa do Mundo não é na Europa, o Brasil normalmente ganha”, observa o colunista.

Apesar disso, ele aponta ainda a Espanha como “a segunda superpotência” atual do futebol, ao lado do Brasil. “A vitória da Espanha na Euro 2008 não foi acidente”, diz Kuper.

Correndo por fora na luta pelo título, o colunista aponta a seleção dos Estados Unidos, que se aproximou dos dez primeiros do ranking da Fifa após vencer a Espanha na semifinal da Copa das Confederações, em junho, e “assustar” o Brasil na final.

Entre as demais previsões do diário para 2010 estão a de que será o ano mais quente da história, que os mercados de ações continuarão boas opções de investimentos no ano que vem, ainda que com ganhos menores do que neste ano, e que os Republicanos recuperarão terreno na política americana com as eleições para o Congresso.